Nesse mês de novembro se celebra a Consciência negra! Resolvi trazer esse texto sobre como é ser negra no mundo de hoje!

Um dia me disseram que eu nasci livre.

Eu nasci livre dos pesados grilhões que submetiam meus ancestrais a vontade do seu senhor.

Eu nasci livre das chibatadas do carrasco que derramava sobre a terra o sangue do meu povo cativo.

Eu nasci livre do árduo lavoro, que tinha início antes do sol nascer, e terminando depois dele se pôr.

Agradeço por tudo que sofreram em prol da liberdade, mas hoje percebo que ainda não sou livre.

Ainda não sou livre de olhares de reprovação que encaro em minhas batalhas por dignidade.

Ainda não sou livre dos apelidos que fazem referência a cor da minha pele, meu cheiro ou meu cabelo.

Ainda não sou livre de ver que me são negadas algumas oportunidades devido a minha raça.

Meus ancestrais lavraram essa terra e nela semearam com muita luta, sol após sol.

Somos bem mais brasileiros que muitos ditos brasileiros, somos a raiz e o alicerce dessa nação.

Não buscamos migalhas ou esmolas. Queremos espaço e nossos nomes na história.

Queremos homenagear nossa cultura, nosso povo, sem sermos subjugados ou reprimidos.

Queremos colher o amor de toda dor que nosso povo passou para arar essa terra.

Sou mulher, sou negra e me orgulho muito disso.

Não quero ser julgada por minha cor, ou pelo formato do meu cabelo.

Sim pela minha capacidade, meus méritos e conquistas.

Eu quero liberdade.

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