Escola Supera promove evento online e gratuito nessa quarta-feira. Será discutida a estimulação cognitiva em meio a pandemia

Você sabia que estamos na Semana Mundial do Cérebro? E pra marcar essa data, a rede Supera – uma escola de ginástica para o cérebro, preparou uma programação especial. O evento online começou no dia 15 e vai até o dia 21. E nesse ano com o tema não poderia ser outro: “Saúde do cérebro e as sequelas da COVID-19”.

O evento tem como principal objetivo trazer luz aos indícios que apontam para consequências da nova doença para o cérebro e a importância da estimulação cognitiva precoce. A ação esta sendo realizada simultaneamente em todas as 400 unidades da marca no país.

Tem live nessa quarta-feira

O ponto alto desta edição acontecerá nessa quarta-feira, dia 17 de março, às 19h30min, em uma transmissão ao vivo pelo Facebook e o canal do Método Supera no Youtube. Na ocasião, especialistas vão falar sobre as sequelas do coronavírus no cérebro.

O evento contará com a presença de Adalberto Studart Neto, médico assistente Neurologista da Clínica Neurológica do Hospital das Clínicas da FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo), membro dos grupos de Neurologia Cognitiva e do Comportamento (GNCC) e Membro Titular da Academia Brasileira de Neurologia.

Também participa da transmissão ao vivo Mônica Yassuda, bacharel em Psicologia pela USP, Mestre e Doutora em Desenvolvimento Humano pela Universidade da Flórida (EUA), professora titular da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo.

Para participar da live é preciso fazer um cadastro através do link:

bit.ly/SMCérebro

Estimulação cognitiva na pandemia

Na corrida para entender o novo coronavírus e suas consequências para os seres humanos, cientistas de todo o mundo caminham cada vez mais para uma comprovação: o novo vírus pode afetar regiões importantes do cérebro e a reserva cognitiva dos pacientes acometidos pela doença pode ser decisiva nesta resposta.

Com a pandemia ainda em andamento, o alerta dos médicos e cientistas vem, sobretudo, da observação diária de manifestações neurológicas em pacientes acometidos por formas graves da doença, que vão desde comprometimentos motores, respiratórios, e, mais recentemente, comprometimentos neurológicos que, em alguns casos, perduram mesmo após o período ápice da doença.

“Nos quadros demenciais o paciente que tem mais reserva, mais bagagem por estímulos realizados ao longo da vida, terá menor manifestação e menos propensão a desenvolver a doença. O que muito provavelmente acontece com o coronavírus é a mesma coisa: a pessoa que tem um maior desenvolvimento da parte intelectual, a pessoa que deixou o cérebro mais preparado, o cérebro está mais treinado, vai provavelmente ter menos comprometimento cognitivo em caso de uma possível infecção pelo coronavírus no sistema nervoso”, avaliou o neuro intensivista Marco Paulo Nanci.

Entretanto, a aquisição da reserva cognitiva pode ser comparada ainda a uma poupança, um estímulo que deve ser feito ao longo de toda a vida, mas sobretudo na idade adulta.

“Todo esforço para manter o cérebro ativo e funcionando em estado de excelência proporciona conexões entre os neurônios e, em caso de lesão no sistema nervoso ele estará preparado para refazer rapidamente as conexões que foram perdidas, mas volto a dizer: esse preparo do cérebro vai funcionar para levar a um melhor enfrentamento por parte do cérebro, não só no caso de infecção por corona vírus, mas, também em quadros demenciais”, concluiu o médico.

Contudo, em um contexto de pandemia, o Supera reafirma sua aproximação com instituições sérias e profissionais da ciência com o compromisso de levar a sociedade informações confiáveis sobre o que a ciência já sabe sobre eventuais efeitos da COVID-19 no cérebro.  

“Estamos acompanhando com muita atenção todas as pesquisas que relacionam o cérebro com o COVID-19, tanto no pré contágio, com a importância da estimulação cognitiva em resposta a casos graves da doença, mas sobretudo no pós contágio, para pessoas que tem apresentado algumas sequelas da doença. O mais importante neste momento é oferecer aos nossos alunos e a toda sociedade informações confiáveis sobre o que a ciência já sabe e como isso impacta diretamente na vida de todos”, concluiu Bárbara Perpétuo, diretora de Gestão de Franquias do Supera.

Supera e Dana Foundation

Em sintonia com a proposta da Dana Foundation, organização filantrópica privada, comprometida com pesquisas avançadas sobre o cérebro, que educa o público de forma responsável sobre o potencial destas pesquisas, o Supera realiza há 6 anos uma semana voltada para a discussão das questões que envolvem o órgão mais importante do corpo humano.

“A Dana Foundation é uma instituição americana muito respeitada internacionalmente e dedicada aos assuntos que envolvem as neurociências. Esta campanha, que mobiliza empresas e organizações do mundo todo tem como objetivo despertar a consciência pública para evolução e a importância das pesquisas sobre o cérebro”, pontuou o presidente do Supera, Antônio Carlos Perpétuo.

A Brain Awareness Week (Semana Mundial do Cérebro) começou em 1996 envolvendo 160 organizações nos Estados Unidos com diferentes interesses acadêmicos, governamentais e organizações profissionais em torno de pesquisas que envolvem o cérebro e a esperança tratamento de doenças e distúrbios cerebrais e mais qualidade de vida em todas as idades.

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