“Nesse momento tão atípico, mais do que nunca se faz necessário o diálogo sobre a saúde mental e emocional”

Fazer exercícios físicos, manter uma alimentação saudável, lavar constantemente as mãos, usar máscara e mantenha a saúde mental em dia. Essa com certeza foram as frases de ação mais ouvidas no ano passado, especialmente essa última.

Agora neste mês, esse assunto passa a ser discutido de forma ampla, sendo o tema da campanha do Janeiro Branco. A iniciativa reforça a importância das pessoas refletirem sobre sua saúde mental e emocional, promovendo a conscientização e prevenção ao adoecimento, principalmente neste período difícil de pandemia que temos vivenciado.

A campanha Janeiro Branco foi criada em 2014 por um grupo de psicólogos de Minas Gerais, a campanha chega ao seu sétimo ano no Brasil com a proposta de um mundo no qual as pessoas tenham mais responsabilidade consigo mesmas e com as outras, já que uma humanidade mais saudável pressupõe uma cultura de saúde mental no mundo.

De acordo com a psicanalista e terapeuta, Camila Custódio, a campanha Janeiro Branco desempenha um papel fundamental ao colocar a saúde mental em evidência. “Depressão, ansiedade e outros transtornos emocionais devem ser discutidos mais abertamente para que possam ser prevenidos e devidamente tratados. Essas ações fortalecem o autocuidado entre as pessoas e, consequentemente, impulsiona a criação de políticas públicas para ajudar a população”, destaca.

Tempo de reflexão

Cuidar da nossa saúde mental se faz ainda mais necessário ao início de um novo ano. Todos traçamos metas e objetivos a serem alcançados nos próximos 365 dias. Pensando nisso, o primeiro mês do ano nos propicia a pensar e refletir sobre nossa vida, relações e condições de existência. “É como uma folha ou tela em branco, todos nós podemos nos inspirar a reescrever nossa história de vida”, diz Camila.

Além de pensar no futuro, muitas pessoas sofrem com um espécie de ressaca emocional, que acontece quando nos damos conta que as festas de fim de ano acabaram, precisamos lidar com o resultado do desequilíbrio financeiro, como forma de compensação emocional. Já outros lidam com a pressão de estar com a família, frustrações do ano anterior, e a ficha cai que o ano mudou, mas ainda somos os mesmos.

Camila reforça a necessidade de fomentar a prevenção com a saúde mental e emocional. “Nesse momento tão atípico, mais do que nunca se faz necessário o diálogo sobre a saúde mental e emocional, que historicamente foi tratada como um tabu na maior parte do mundo”, completa a profissional.

Por isso cuide de você, ajude um amigo ou familiar. Nada é mais importante do que estar em paz consigo mesmo!

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