Antes de mais nada, Feliz Ano novo para você que está tirando um tempinho, nesses primeiros momentos de 2021, para ler essa coluna. Sim, todos estamos apostando nossas fichas no ano que se inicia, afinal, queremos voltar ao normal logo! Mas eu gostaria de compartilhar algumas coisas com você ainda sobre o ano que passou. Olhar um pouquinho pra trás pra poder pensar no futuro.

Para quem me acompanha nas redes sociais pode achar que sabe tudo sobre a minha vida, meus dias! Afinal, eu posto bastante coisa por lá mesmo, todos sabem que sou repórter de tv, que tenho uma Bull terrier, que sou viciada em chimarrão e torço pro Grêmio! Mas tem coisas que eu não conto! Tem coisas que ficam guardadas. Hoje vou abrir o coração e compartilhar alguns segredos sobre 2020 contigo, sinta-se privilegiado! Hehe

Vamos começar do começo né?

Bom, eu quase não falo da minha vida amorosa nas redes, por vários motivos. Hoje vou falar um pouquinho (não se empolgue). Na virada do ano passado eu estava escalada para trabalhar, fazer a cobertura do réveillon em Balneário Camboriú. Eu tinha passado o Natal em casa, lá no Rio Grande do Sul, voltei pra Itajaí no dia 29 de dezembro e comecei os preparativos. Na época eu estava com uma pessoa, que morava longe. Como eu teria que cobrir a virada, não dava pra planejar nada muito especial… mesmo assim, ele viajou no dia 31 e chegou aqui faltando poucos minutos para a virada. Eu estava trabalhando o dia todo, tinha feito vários vivos e precisava fechar uma reportagem para o dia seguinte. Só dei uma pausa para o trabalho das 23h55min até as 00h10min. Foi o tempo de fazer a contagem regressiva com ele, alguns planos, pular as sete ondas, ver um pouco da queima de fogos e só. Voltei a minha missão, ali na praia mesmo. Enquanto eu escrevia a reportagem em um dos postos guarda-vidas, ele me esperava pra gente ver o que faria depois. Eu juro que pensei: “é muito f* namorar uma repórter de plantão na virada, olha ele aí abrindo mão do réveillon dele e tendo que me esperar sentado, literalmente”. Mas logo pensei: “ah, faz parte! Me conheceu assim, já sabia como seria” hehe

Enfim, terminei meu trabalho por volta das 4h da madruga! Cansadíssima, com fome. A gente não achava comida em BC, tudo tinha acabado, um caos. No outro dia ele voltou pra cidade dele, e eu já estava trabalhando novamente. E a vida seguiu normalmente, até meados de fevereiro. Tentamos levar uma relação à distância por mais tempo, mas infelizmente estava difícil e resolvemos terminar uns dias antes do feriado de Carnaval. Eu ia folgar nesse feriado. Como estava na fossa pelo fim do relacionamento, pedi pra trabalhar. E trabalhei muuuito, mais uma vez.

Durante esse tempo, concentrei toda minha energia no projeto de criação desse site, faltavam poucos ajustes e eu estava prestes à lança-lo. Foi o que me ajudou a não ficar pensando tanto no que tinha acontecido, mas eu confesso que ainda estava abalada.

Pausa para uma revelação!

Vou contar um segredo pra vocês, pra entenderem melhor sobre esse ser que vos escrever. Eu tenho um problema sério: não me apaixono fácil. Sempre foi assim, é ruim. Perco oportunidades porque demoro muito pra gostar de alguém. Aí quando eu termino um relacionamento eu já penso: Meu Deus agora até eu gostar novamente de alguém… hehehe

Na faculdade eu invejava minhas amigas. Saiam uma, duas vezes com os caras, e já estavam caidinhas. Comigo raramente acontecia! Juro que queria que fosse diferente, mas não é e continua assim. Por isso fiquei meio que na bad.

Mas vamos resumir o caso (já viram que eu me empolgo quando tiro pra escrever!)

Lancei o site oficialmente no dia 1º de março, estava super empolgada e feliz, com mil planos para 2020. Cheguei a dar uma palestra em uma escola de Itajaí pra falar sobre o Paraíso do Improviso e minha carreira como jornalista. Pensei: agora vai! E ai, o que aconteceu? Veio a pandemia do coronavírus.

Eu fiquei apavorada, mas não podia demonstrar. Pra quem não sabe, eu moro sozinha em Itajaí, aliás, sozinha não, com a Luna, minha doguínea. Toda minha família é do Rio Grande do Sul, sou só eu aqui. Quando fechou tudo no estado eu só pensava que queria estar com a minha família. Mas quando meus pais ligavam, eu não dizia isso, sabia que eles ficariam ainda mais preocupados, então eu falava que tava tudo bem, mas não tava.

Tive muito medo de pegar o vírus, de morrer, de nunca mais ver as pessoas que eu amo. Parecia um filme de terror, ninguém sabia o que iria acontecer. Então eu tive que lidar com o pânico da pandemia, com o fim do relacionamento e com a solidão em uma cidade vazia. Aí você pode dizer: “ah, mas teu ex nem morava aí”. Não, mas era a pessoa que eu falava todo dia, contava sobre minhas coisas e do nada não tinha mais ele pra desabafar.

Sorte que tenho amigas que são maravilhosas e ficavam em contato constante com elas. E não, não to contando isso pra que sinta pena de mim. Eu odeio que sintam pena de mim! Só quero mostrar como foi ter que superar tantas coisas juntas ao mesmo tempo e mostrar que é possível passar por um ano tão turbulento e chegar no final bem, na medida do possível, claro.

Na real…

Esse texto é sobre superação. Sobre autoconhecimento. Depois que passaram os primeiros dias da pandemia e tive que ficar trancada em casa, comecei a me acostumar. Era da casa pro trabalho (isso depois que saímos do home office), do trabalho pra casa. Mas aí também veio uma surpresa: comecei a gostar cada dia mais da minha própria companhia. Da minha vida, da minha rotina com a Luna, que foi fundamental nesse ano que passou. Agora entendo o motivo de ela ter vindo parar na minha vida (meio que por acaso, outro dia eu falo sobre isso).

Logo em seguida surgiu uma oportunidade de trabalhar na rádio Band FM daqui. Agarrei com tudo e enchi minha cabeça de trabalho, para não pensar nas outras coisas. E funcionou. Esse foi o ano que mais trabalhei, foi correria pura! Não é nada fácil conciliar três empregos, mas foi extremamente importante para mim.

Férias, finalmente!

Em agosto, mês do meu aniversário, peguei uns dias de férias. Aí veio mais uma das superações do ano: dirigi sozinha mais de 700 km, foram 10h de viagem. Eu e a Luninha comigo. Era o único jeito de ir pra casa, não tinha ônibus, me obriguei a encarar o desafio e deu tudo certo. Me senti tão independente! Tão adulta e madura. Os dias no RS foram fundamentais para recarregar as energias e voltar com tudo para a finalera do ano. Minha mãe veio comigo e passou uns dias aqui, o que foi muito bom também. Quando ela foi embora me deu aquela tristeza de novo. Passei uns dias novamente na bad, sem saber quando veria ela novamente. Ai concentrei meus pensamentos nas coisas boas e reagi, mais uma vez.

Mas porque eu to falando esse monte de coisas misturadas pra vocês?

Simples, para que vocês entendam que todos temos que aprender a lidar com as dificuldades, por mais que elas pareçam maiores que as nossas forças. Sabe, eu tenho muita fé. Acredito em Deus, nos anjos protetores e sei que ele olha por mim lá de cima. E ele coloca pessoas especiais sempre no meu caminho, fico até pensando se mereço tudo isso. E em 2020 conheci pessoas abençoadas! Outras que permaneceram na minha vida também me ajudaram a passar por esse ano.

Para finalizar, acho que passei bem pelas provações durante todos esses dias. E agora, bem no finzinho, ainda fui contaminada pelo cornavírus.  Mais um desafio (quase vencido) pra conta. Pela primeira vez na vida passei a virada sozinha em casa (eu e a Luni, claro). Não vi ninguém, não abracei ninguém. Mas não foi tão ruim. Como disse, aprendi a amar ainda mais a minha companhia, afinal, é com ela que teremos que conviver pro resto da vida. Foi diferente, mas tudo é aprendizado e ao invés de ficarmos reclamando, temos que focar nas coisas boas. Ser gratos. Pela vida, pela saúde, pela família e amigos.

A gente não leva nada daqui, parece tão simples e tão complicado ao mesmo tempo. Passamos uma vida inteira preocupados com as coisas materiais e esquecemos que o mais importante é o espírito. Com o que você tem alimentado o seu? Com ódio? Inveja? Coisas ruins? Então repense. Aproveite o início desse ano para pensar em coisas boas, busque melhorar a cada dia. Não somos perfeitos, mas temos que tentar ser pessoas melhores. E 2020 me fez uma pessoa melhor, uma pessoa mais forte.

Para 2021 eu quero saúde, paz de espírito, a vacina e o fim da pandemia, óbvio. Quero poder ver a minha família mais vezes, trabalhar muito e quem sabe, um novo amor! Vamos ver quais serão as surpresas que vem por aí….

Um beijo no coração, Greici Siezemel

01.01.21 (interessante, não?)

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