Programação gratuita será dia 28 dezembro, no canal do YouTube do grupo, e contará com espetáculos online e lançamento de revista produzida por acadêmicos da Univali

Um dos grupos pioneiros do fazer teatral em Itajaí (SC), o Anchieta Arte Cênica, completa 35 anos em 2020. E para comemorar, o grupo tem realizado uma série de atividades ao decorrer deste ano. A última será um evento online promovido em 28 de dezembro, a partir das 19h, no canal do YouTube do Anchieta. Na ocasião, haverá estreia de dois espetáculos: Oração e Fala Pessoa, além do lançamento de uma revista comemorativa produzida por estudantes da Universidade do Vale do Itajaí (Univali).

A revista comemorativa é impressa e registra um pouco da história das mais de três décadas do Anchieta. Ela foi desenvolvida pelos acadêmicos do curso de Jornalismo da Univali sob a orientação do professor Vinicius Batista. Alguns exemplares físicos da edição serão distribuídos na Fundação Cultural de Itajaí a partir de janeiro de 2021.

Além do lançamento da revista, ocorrerá a apresentação de dois espetáculos no evento online. Um deles é o Oração, obra escrita em 1957, traz para o palco as personagens Fídio e Lilibé em uma busca pela felicidade e por um sentido em suas vidas. Escrita pelo dramaturgo Fernando Arrabal, a obra lança as personagens ao descobrimento da Bíblia. Já o segundo espetáculo, denominado Fala Pessoa, que traz poesia em teatro sobre o maior poeta do século 20: Fernando Pessoa. Por meio dos heterônimos do poeta, o grupo teatral convida o público a conversar. O diretor da produtora Anchieta Arte Cênica, Valentim Schmoeler irá dialogar com o público no inicio do evento online.

Foto: Ana Marcolina

O projeto Anchieta Arte Cênica 35 anos é realizado pela produtora Anchieta Arte Cênica, por meio da Lei de Incentivo à Cultura de Itajaí, Prefeitura de Itajaí e Fundação Cultural de Itajaí e renúncia fiscal da APM Terminals, Brasfrigo S/A e Rodan.

Atividades comemorativas

Além das atividades comemorativas realizadas em 28 de dezembro, o Anchieta Arte Cênica realizou outras ações para celebrar os seus 35 anos. Já em outubro, uma programação gratuita foi promovida e contou com três oficinas gratuitas e abertas ao público. Os encontros foram online devido à pandemia causada pelo coronavírus. Entre os artistas convidados para ministrá-las estiveram: o grupo Cirquinho do Revirado (Criciúma/SC), com os artistas Reveraldo Joaquim e Yonara Marques, e também os mestres em teatro de Itajaí, Ana Paula Beling e Jônata Gonçalves.

“São 35 anos de permanência na arte, uma das características do grupo Anchieta é ser uma porta de entrada para aqueles jovens e adolescentes conhecerem o fazer teatral mais de perto, desde a produção até execução de um espetáculo teatral, desejo que todo esse trabalho árduo, nos estimule e provoque a olhar sempre para frente, com a porta aberta para aquele que desejar fazer teatro ou assistir”, acrescenta Valentim Schmoeler, fundador do grupo Anchieta Arte Cênica.

Foto: Ana Marcolina

Sobre o ‘Fala Pessoa’

Os Alunos do Exercício Cênico Anchieta (Aeca), dividem a cena com o ator  Valentim Schmoeler no trabalho intitulado Fala Pessoa. Em uma mistura de textos e poemas, o espetáculo explora, além dos já conhecidos, outros heterônimos do Poeta Fernando Pessoa.  

Uma porta é aberta e heterônimos do poeta português convidam todos a conversar. Fernando Pessoa foi um criador de anarquias e de mitos, viveu vários deles, durante seu tempo. Definia-se poeta e filósofo, porém o mundo literato o define como moderno, clássico, nacionalista, místico, revolucionário, materialista e panteísta.

Sobre o ‘Oração’

A FELICIDADE EXISTE? Numa tentativa de driblar o insuportável vazio da existência, as personagens Fídio e Lilibé entram em uma busca pela felicidade e por um sentido em suas vidas. A obra “ORAÇÃO” escrita em 1957 pelo dramaturgo Fernando Arrabal (1932), lança as personagens ao descobrimento da Bíblia. Livro sagrado, que até então desconheciam. Suas ações, antes inocentes ao seus olhos, passam a carregar o peso de uma moral severa. O livro é a esperança e a contradição, pois percebem que nada do que viveram foi digno perante as leis divinas. O espetáculo nos convida a um diálogo que envolve os princípios humanos e suas falhas, mas acima de tudo o obstáculo que somos em nosso próprio caminho. Fídio e Lilibé conseguirão através dos escritos sagrados alcançar a tão esperada felicidade?

Comentários