Artistas falam sobre a democratização da arte urbana depois de participarem do projeto que coloriu as ruas de navegantes

Nada como poder apreciar o mar, e, ao mesmo tempo, poder contemplar verdadeiras obras de arte. Isso é a realidade de quem circula pela orla de Navegantes! Quatro murais, totalizando 148 metros quadrados de área, trazem cor e apresentam à comunidade a arte urbana de três renomados artistas. Vamos conhecer um pouco mais sobre cada um deles?

Três artistas unem seus talentos para colorir as ruas de Navegantes. Foto: SBJ Construtora/Divulgação

Responsável por dois dos quatro murais, o artista Lark é conhecido no Litoral Catarinense. Tem sua arte espalhada em diferentes locais. Designer industrial de formação, sua relação com a arte é anterior à universidade. Era autodidata até este período acadêmico, já que desde a infância se relacionava com as vertentes das artes plásticas. “Enquanto artista independente é muito importante participar de um projeto deste porte. Me sinto honrado. Minha fonte de inspiração para fazer dois murais de 25 metros cada veio dos contos de Júlio Werne. ‘A Ilha Misteriosa’ é o primeiro deles. ‘A Longa Luz Amarela’ é o outro mural e trata de um farol, algo que estava nas minhas pinturas desde a infância. Me traz recordações, conexões fraternas com meu pai e são motivos que fazem parte da minha arte e que me acompanham até hoje. Trouxe outras marcas, como a figura feminina, que me transmite a sensibilidade, me mostra o futuro e serve de incentivo”, revela o artista.

Gaúcho e designer gráfico, André kaercher é professor na Udesc e o artista responsável pelo Parede Viva Estúdio, que é um espaço de criação e pintura de arte urbana. Surgido em Florianópolis há quatro anos, leva a arte para casas, escritórios ou eventos “Foi muito interessante no sentido de ter sido uma reunião de artistas com estilos diferentes. E a boa repercussão ocorreu ainda durante a produção, muita gente nos parou para entender, se informar e elogiar”, destaca.

André revela que a fonte de inspiração vem muito da vida à beira-mar, dos esportes, do movimento da água, das ondas.

O outro artista é Rodrigo Rizo, ele tem 33 anos e atua com grafite desde 2001, influenciado pelos movimentos do skate e do hip-hop. Ele faz parte do coletivo Contato Imediato, um grupo pioneiro em Florianópolis. “Foi uma ótima oportunidade de conhecer, pintar e deixar um trabalho meu para uma cidade que nunca havia visitado. A percepção e resposta do público foi legal desde o começo”, destaca ele.

O que inspirou o artista foi justamente a paisagem local. “Tentei transportar para a parede uma perspectiva da cidade vista do mar a partir de um veleiro. Na cena se observa uma baleia que emerge acenando para dar as boas-vindas aos visitantes. Ao fundo estão os molhes, o farol e um surfista dropando uma onda. Eu busquei compor uma cena que proporcione uma perspectiva diferente da vista da orla, oferecendo ao espectador um fundo de foto que ele só teria a partir de uma embarcação colocando ele na posição de um ‘navegante’. A arte de rua está diretamente relacionada à qualidade de vida, então, todos só têm a ganhar com uma cidade mais expressiva e colorida”, finaliza.

O projeto “Ilhas de Arte e Cores na Cidade” foi viabilizado pela  SBJ Construtora. E aí, gostou da iniciativa? Conta pra gente:

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