Ela estava acompanhada de sua filha de 11 meses, que ocupava um carrinho de bebê

“Enquanto pessoa negra, você sentir que está sendo tratada de qualquer maneira é muito triste.” O desabado é de Mariana Lopes Américo da Cunha, empresária e moradora do bairro Tabuleiro, em Camboriú. Ela diz ter sido vítima de racismo na última quarta-feira, dia 21.

Mariana precisava ir até o Banco do Brasil para desbloquear um cartão. Se dirigiu até a agência da 4 ª Avenida, em Balneário Camboriú, acompanhada de sua filha,  de apenas 11 meses, que estava em um carrinho de bebê.

Quando chegou no banco, foi barrada pelos seguranças. “Pedi para entrar na agência e não abriram a porta para mim, sendo que eu queria apenas usar o caixa eletrônico e estava dentro do horário de funcionamento do banco. Não veio nenhum funcionário para me orientar sobre a minha filha que estava no carrinho. Eles simplesmente falaram que eu não poderia entrar, sendo que outras pessoas entravam e saíam da agência”, relata Mariana.

Diante da situação, ela resolveu acionar a Polícia Militar. Quando perceberam que a mulher havia feito o chamado, um dos funcionários abriu a porta do banco, isso antes da chegada dos policiais.

“Cadê a igualdade que está dentro da constituição?  Que diz que nós negros teremos os mesmos direitos? Me senti constrangida. Ninguém da agência me explicou como deveria proceder. Nenhum funcionário veio falar algo, ou tentar me convencer, ou pedir desculpas pelo constrangimento”, desabafa.

Depois de meia hora, Mariana entrou no Banco, acompanhada dos policias, e fez o desbloqueio do cartão. Ela registrou um Boletim de Ocorrência sobre o caso e vai entrar com uma ação de danos morais.

Ela gravou um vídeo relatando o acontecido para o Paraíso do Improviso, confira:

Nós entramos em contato com a agência do Banco do Brasil em questão, mas ainda não tivemos retorno.  

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