Interessante como no nosso dia a dia, quase sempre ouvimos ou até mesmo falamos o quanto desejamos algo novo em algum aspecto de nossas vidas. Almejamos aumentar nossa renda familiar, ser promovido no trabalho, conquistar um novo emprego, peso ideal, uma família feliz e realizada. Isso tudo é legal, porque afinal de contas são nossas metas, sonhos e objetivos que nos mantém vivos e dinâmicos.

O que na verdade me faz refletir sobre minhas ações e dos demais que convivem comigo (direta ou indiretamente), é justamente o porquê de algumas pessoas conseguirem e outras não! Será sorte? Destino? Fé? Empenho?

Para mim é um “mix” disso tudo! Sorte dessa pessoa se conhecer tanto e agir em prol de seus sonhos. Destino de correr atrás do conhecimento necessário para alcançar as suas metas. Fé que seus resultados serão de acordo com suas atitudes e é claro empenho, porque afinal, sem muito suor e trabalho nada acontece assim por acaso.

Fico pensando constantemente: o que nos impede de evoluir? E a resposta para essa questão sempre vem em forma de metáforas. Uma dessas metáforas é a lagarta e sua transformação em borboleta. Toda lagarta que alcança o tão sonhado voo livre de uma borboleta, sabe que para chegar nesse objetivo ela precisa enfrentar muitas adversidades: clima, mudanças na forma de alimentação, locomoção, respiração, medo, insegurança… porém ela reconhece suas vulnerabilidades e as enfrenta uma a uma até se transformar em uma linda borboleta.

O maior impedimento da lagarta, é a falta de verdade com ela mesma. Querer mascarar suas dores, suas fraquezas, ir pelo caminho mais fácil, responsabilizar os outros pela suas falhas e falta de atitude.

E nós seres humanos, quando vamos aceitar que somos vulneráreis, que sofremos, que possuímos frustações? Quando vamos entender que tudo que passamos é para evoluir, crescer e chegar aos nossos objetivos?

Achar que a vida do outro é mais fácil e que a sorte o acompanha, de nada muda o meu viver. Quer dizer, muda sim. Pois desta forma, me inferiorizo, acabo com minha autoconfiança, me torno vítima, e acabo pensando que só para mim as coisas não funcionam. Será?

O que tenho realmente feito para alcançar meu sonhos? Estou pagando o preço por ele? Estou saindo da minha zona de conforto?

Talvez deixar para depois, acreditar que para o outro é mais fácil, não administrar meu tempo e minhas emoções, tem me deixado cada vez mais longe do lindo voar de uma borboleta feliz. Feliz não pela ausência de sofrimento, mas por saber olhá-lo, refleti-lo e resolvê-lo!

Comentários