Por Adailton da Silva Estácio

A sociedade atual vive em uma era de abundância de variedades e consumo desnecessários de produtos, culto ao novo e descarte de objetos ainda viáveis. Essas questões, refletem o atual padrão consumista, que dita o ritmo de produção de resíduos.

Apesar da existência de uma Política Nacional de Resíduos Sólidos, instituída pela Lei nº 12.305/10, temos muito a avançar nos instrumentos a qual essa legislação nos traz. Infelizmente ainda encontramos no país, os lixões, os quais a legislação traz como meta a eliminação e recuperação desses espaços. Em adição, os aterros ganham cada vez mais volume, isso quando o gerador cumpre com sua responsabilidade de destinar corretamente. Quando isso não acontece, nos deparamos com o aumento da potencialidade de eventos climáticos como as enchentes, além disso, uma questão que está sendo muito discutida é a problemática dos plásticos nos oceanos, que corroboram com a morte de animais, desencadeando a necessidade de avaliações e alternativas que lidem com os impactos socioambientais provocados.

É necessário discutir a miopia dos hábitos consumistas da sociedade contemporânea. O estímulo do mercado para atrair novas compras é o uso da ideia dos descartáveis, provocando a subvalorização de objetos ultrapassados como o resíduo eletrônico diante das constantes inovações. Entretanto por esses possuírem vida útil em longo prazo, podem eficientemente ser reaproveitados, em projetos de acesso a informática em comunidades carentes com baixos custos.

Importante, também, observar impactos do consumo abusivo e desperdícios que aumentam a produção de resíduos. Estes causam ameaça a disponibilidade futura de recursos naturais usados como matéria prima, pois o longo tempo de decomposição molecular, principalmente de sintéticos, como o plástico, afeta o ciclo de reciclagem biológica e consequente equilíbrio na distribuição desses no ambiente, que pode ser amenizado através de tratamento e reciclagem de resíduos, além do uso de recicláveis e retornáveis.

Neste aspecto, é fundamental a conscientização sobre os efeitos dos vícios de consumo e destinação inadequada do resíduo produzido. Como na 3ª Lei de Newton, toda ação recebe uma reação de mesma intensidade e sentido oposto, vale aqui investimentos e centros de reciclagem, políticas públicas de coleta seletiva, bem como estímulos a hábitos do desuso de produtos descartáveis e adoção de objetos que sejam viáveis.

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